Curiosidade: a história da raça Mangalarga Marchador

Mangalarga Marchador, também conhecido como Mangalarga Mineiro, é uma raça de cavalo brasileira.

18 de julho de 2018

É descendente dos cavalos Alter-Real (uma estirpe do Cavalo Lusitano), que chegaram ao Brasil no início do século XIX por meio da Corte portuguesa, e que depois foram cruzados com cavalos crioulos marchadores formados pelos fazendeiros da região sul de Minas Gerais.

 

A história do Mangalarga Marchador confunde com a formação de tropas de cavalos de elite no século XIX; Começa em 1750 quando o empreendedor português João Francisco Junqueira adquiriu da coroa de Portugal uma faixa extensa de terras do Brasil no período colonial; localiza-se na região sul de Minas Gerais. Como no Brasil não existiam tropas de cavalos no começo do século XVIII ,cada viagem que os colonizadores faziam para Península Ibérica trazia de lá tropas de equinos geralmente de origem comum que após séculos de seleção natural tornou-se crioulos.

 

Em meados século XVIII era intenso o comércio de tropas equinas no Brasil colonial ,com vista nesse comércio João Francisco Junqueira aprimorou o negócio contando com tropas de cavalos crioulos marchadores selecionados para ser uma fonte lucrativa de recursos. Segundo a tradição, em 1812, Gabriel Francisco Junqueira (o barão de Alfenas) filho de João Francisco Junqueira ganhou de D. João VI, um garanhão da raça Alter-Real e iniciou sua criação de cavalos cruzando este garanhão com as éguas marchadoras selecionadas na Fazenda Campo Alegre que era herança de seu pai, situada no Sul de Minas entre os municípios de Cruzília e Luminárias. Como resultado desse cruzamento, surgiu um novo tipo de cavalo que acreditamos foi denominado Sublime ou Junqueira pelo seu andar macio que foi selecionado pelo seu sobrinho João Frausino Junqueira na Fazenda Favacho perto da Fazenda Campo Alegre, exímio caçador de veados selecionava cavalos refinados mas que mantinham o andar macio, comodidade e resistência para as longas distâncias nas caçadas que eram em desfiladeiros e serras que geralmente nenhum cavaleiro conseguiria ir se o seu cavalo fosse de trote. Esses cavalos cômodos chamaram muito a atenção, e logo o proprietário da Fazenda Mangalarga trouxe alguns exemplares para seu uso em Paty do Alferes, próximo à Corte no Rio de Janeiro. Rapidamente tiveram suas qualidades notadas na sede do Brasil Império - principalmente o porte e o andamento - e foram apelidados de cavalos Mangalarga numa alusão ao nome da fazenda onde foram criados.

 

Em 1934 foi fundada a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo da Raça Mangalarga (ABCCRM). Anteriormente, No começo do Século XX houve uma notável migração de parte da família Junqueira para São Paulo trouxe com consigo cavalos Mangalargas Marchadores alazães. Chegando em novo solo onde é conhecido atualmente como o Município de Orlândia, com topografia diferente, cultura diferente, onde a caçada ao veado era diferente, Orlando Diniz Junqueira experimentou cruzar suas éguas com reprodutores da raça Puro Sangue Inglês, Árabe, Anglo Árabe e o American Saddlebred Horse (Cavalo de Sela Americano) para se adaptar a uma nova topografia tendo a necessidade de um cavalo de melhor galope mais resistente e veloz por isto foi mais valorizado a marcha trotada que tem apoios bipedal de dois tempos com tempo mínimo de suspensão que cumpria as novas exigências do animal sem perder a comodidade, pois os animais de tríplice apoio apesar de serem mais cômodos não conseguiam acompanhar o ritmo alucinante das caçadas e a lida com gado em campo aberto que eram as duas maiores funcionalidades do cavalo mangalarga no estado de São Paulo. Tanto o Mangalarga Marchador como o Mangalarga ou Mangalarga Paulista, são duas raças genuinamente brasileiras, sendo esta última desenvolvida no estado de São Paulo, daí seu nome.

 

Devido à inevitável diferença que estava surgindo entre os criadores de mangalarga de São Paulo e de Minas, foi fundada em 1949 uma nova Associação, a ABCCMM. Esta Associação teve origem a partir de uma dissidência de criadores que não concordavam com os preceitos estabelecidos pela ABCCRM e teve como objetivo principal a manutenção da marcha tríplice apoiada.

 

A ABCCMM (Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Mangalarga Marchador) é hoje a maior associação de equinos da América Latina, com mais de 300 mil animais registrados e mais de 20.000 sócios registrados, com cerca de dez mil ativos. Durante o período de meados de 70 ao final da década de 1990 o Marchador teve uma ascensão astronômica no segmento da equinocultura, batendo recordes de animais expostos, registrados, e de preços em leilões oficiais.

 

Fonte Haras Toulon

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