Apresentação de Paratletas de Rédeas movimentou a Arena RAM

Mais uma modalidade na mira desses dedicados competidores

12 de abril de 2019


Veridiana e Shady Okie Dunit

Finalizadas as provas Rédeas nessa quarta-feira, 10 de abril, o público nas arquibancadas da Arena RAM assistiu a apresentação dos paratletas Gabriel Augusto Claro e Veridiana Tranjan Real. Já habituais competidores da Categoria Paratleta de Três Tambores, agora também demonstram suas habilidades na Rédeas.

Como explicou Natasha Marcondes, a coordenadora da Categoria Paratleta, eles foram avaliados em grau, especificamente para Rédeas. “Para eles, cada modalidade tem a sua avaliação. Por exemplo, o Tambor é feito em handicaps, onde já criamos o regulamento pela ABQM, e no caso da Rédeas, que tem seu próprio regulamento, o do Mundial de Paratletas, estamos usando o mesmo critério, medido em grau. A dra. Gabriela, responsável por essas avaliações, elaborou uma tabela onde são comparados os handicaps aos graus e encaixando o atleta no nível adequado para competir. Dessa forma, a Veridiana, que é handicap 3 nos Três Tambores vira grau 2 na Rédeas. O Gabriel, que é handicap 4, se torna grau 4 nessa modalidade, já fazendo o percurso referente à categoria Amador Principiante. Começamos com uma apresentação, mas a ideia é que aconteça o mesmo que no Tambor, com regulamentação e provas válidas para pontuação”.

Como ex-competidora, Natasha comenta ainda que as exigências das provas de Rédeas são diferentes do Tambor. “Rédeas não tem a velocidade pedida no Tambor, mas exige muito mais técnica, muito mais habilidades do competidor. Eu acredito que a Rédeas vai conseguir atrair mais participantes e com maior facilidade. Isso porque o Tambor às vezes desperta um pouco de receio para quem vai começar e na Rédeas é tudo mais tranquilo”.

A mãe da Veridiana, Andrea Tranjan Real, traçou um perfil de sua filha enquanto a observava no aquecimento, pouco antes da apresentação. “A Veri é sempre muito animada e disposta. Nunca recusa um convite. Por outro lado, ela se mostra irredutível quando põe uma ideia na cabeça”. Andrea se referia ao fato de Veri querer a todo custo que a égua galopasse, não se contentando em treinar as manobras mais ritmadas e calmas. O animal, por sua vez, agia tranquilamente, respondendo gentilmente aos comandos de rédeas, mas parecia não captar totalmente a pressão de pernas. É que a Veri tem mobilidade, apenas não possui os movimentos musculares de abrir e fechar as pernas, o que aprendeu a ir compensando de outras formas. Em sua apresentação na Arena RAM, ela se saiu tão bem que foi impossível notar a falta desse movimento muscular. Trabalhando muito bem a boca da égua, elas fluíram juntas demonstrando um bonito percurso, com dois spins. Veri vai montar novamente essa égua, Shady Okie Dunit, ainda neste Congresso, na Categoria Paratleta de Tambor.

Shady é filha Okie Wood Dunit PC e Shady Lena's Okie PC (Rainbow Okiedoc 2F), uma mestiça 7/8, de propriedade de Gabriel Augusto Claro e da criação de Kenny Afonso da Cunha.


Gabriel e Reminic Gamay

Gabriel Claro, o segundo a se apresentar, demonstrou muita habilidade e constância em todo o percurso montando o animal Reminic Gamay (Reminic N Dunit x Monita Gamay, por Doc´s Gamay), 35,5 pontos na ABQM, de propriedade de Claudio de Mello e da criação de Marcelo de Araújo Pessoa. Foi uma prova linda de se ver, equilibrada, com spins e esbarros, segura e com direito a muitos aplausos da arquibancada. Com certeza Gabriel sentiu toda essa vibração, sorrindo e interagindo com os que acompanhavam sua apresentação.

 

Redação ABQM

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