5 perguntas para Marcelo Corrêa

A passagem do bastão da gestão presidencial da Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Crioulo (ABCCC) simboliza a troca de membros da direção e a continuidade de um trabalho para o bem e caminhar da modalidade.

27 de fevereiro de 2019

Faltando menos de dois meses para a final da modalidade de laço, a redação de Jornalismo da ABCCC conversou com o coordenador da subcomissão de Crioulaço, Marcelo da Cruz Corrêa, para tirar dele todas as informações sobre ele e o que planeja para a final e o andamento da modalidade na atual gestão da Casa.

 


Redação ABCCC: Depois de passar pela subcomissão como membro, na gestão Eduardo Suñé, você chega no ciclo 2019, sob comando do presidente Francisco Fleck, como coordenador da subcomissão de Crioulaço. Como foi o convite e como se sente com tal responsabilidade sendo delegada a você?

 

Marcelo Corrêa: Recebi o convite pelo presidente Eduardo Móglia Suñé, a partir de uma indicação do Luiz Martins Bastos Neto, para fazer parte da diretoria, dentro da subcomissão do Crioulaço. Fiquei muito feliz e aprendi muito nessa minha passagem, aprendi muito com o Eduardo Azevedo (vice de eventos da gestão Suñé) e com o Ibsen Votto (gerente do setor de eventos).

 

Conversamos muito e o aprendizado foi imenso neste tempo, enquanto isso, eu me aconselhava e conversava bastante com o próprio Luiz Bastos Neto. Falava das minhas ideias com ele para apresentar a comissão.

 

O coordenador na época era o Fabiano Matter, que é grande frequentador de rodeio. Tínhamos como objetivo levar o Crioulaço além do público que frequentava esse tipo de evento, dar motivos para elas irem participar, se sentirem incluídas e conhecer mais a modalidade. Deu certo. Criamos laços Pai e Filho, Pai e Filha, laço Veterano e assim por diante.

 

Com isso, começamos a conversar com o atual presidente, Francisco Kessler Fleck, e sugerimos uma continuidade no projeto, mas sempre trazendo novas ideias para engrandecer a modalidade. Em seguida, recebi a ligação do presidente, que me convidou para fazer parte da subcomissão mas, agora, como coordenador.

 

Realizei um sonho o qual era fazer parte da ABCCC, envolvido no esporte que amo, o laço, junto a minha primeira paixão: o Cavalo Crioulo. Penso que a maneira com a qual lidamos com o Crioulaço vai dar certo e está dando certo, pautado por ideias novas, só buscando a melhora.

 


Redação ABCCC: O Crioulaço é a mais popular modalidade em termos de participação, de fato. O número de laçadores no último ciclo ultrapassou a marca de nove mil participantes. Quais os valores estão atrelados à modalidade que ocasiona esta presença maciça de pessoas engajadas?

 

Marcelo Corrêa: Acho que hoje o Cavalo Crioulo tomou conta. Hoje não se vê mais exemplares comuns como se via em rodeios, a raça invadiu a cidade. Assim, dentro da cidade, como no interior, o laço é muito forte. As pessoas começam andando a passo, troteando, aí aprendem a galopar e vão para cavalgada.

 

Nas cavalgadas, sentem a necessidade de algo a mais, e aí aprendem a laçar e entram para o esporte do laço comprido. Nesta modalidade, existem domadores, pessoas que treinam cavalos, nisso acabam entrando para a família do laço, família da ABCCC. Então, todos ficam engajados: pai, mãe, filha, filho, empregado, todos envolvidos no laço. É um fator contagiante, um vê o outro laçar e já começa a fazer parte também.

 

Outra história é laçar na pista do Freio de Ouro. As pessoas querem viver fortemente o laço comprido dentro desta pista histórica. Está dentro de todo mundo querer estar dentro deste palco.

 

É importante ressaltar que, na última gestão, batemos na tecla de trazer pessoas que nunca laçaram. Um exemplo é o próprio Francisco Martins Bastos Sobrinho (o Chico Bastos), fui até a cabanha dele, conversei e fiz o convite para ele estar presente na final e se pudesse laçar, seria ainda mais bonito. No fim, ele não só esteve lá, visitou todos acampamentos, um homem do gabarito dele, como laçou.

 

Da mesma maneira, o Dado Azevedo ter laçado. É um vencedor de Freio de Ouro participando de uma prova do Crioulaço, ajudando e incentivando as pessoas a participarem. Acontecimentos como esses ajudam demais a modalidade porque simboliza que a ABCCC está junto do pequeno, médio e grande laçador.

 


Redação ABCCC: Na final, existe a disputa de categorias não oficiais. No total, são 14, sendo Criolaço e Laço Criador as que compõe todo o ciclo. Qual a importância que você vê nas categorias que englobam adolescentes, crianças, mães e pais com seus filhos e irmãos? Como você vê a participação das pessoas que têm estes perfis dentro do Crioulaço?

 

Marcelo Corrêa: É interessante dentro do Crioulaço, as pessoas correm as classificatórias para virem laçar a disputa da final na pista do Freio de Ouro. Tem Laço Pai e Filho, Pai e Filha, Guri, Piá, Prenda, Prendinha e por aí vai. O segredo é: estas pessoas laçam em Cavalo Crioulo. Elas vão para a final laçar, mesmo não estando classificadas para a disputa do Crioulaço.

 

No ano seguinte, eles vão estar classificados para a final de duplas mas levam mais familiares e amigos para fazer parte. Porque mesmo quem não está nesta final, as pessoas vão laçar em outras modalidades, com muita vontade e muito carinho. O que mais dizem é “ano que vem, vou voltar pra laçar nas duplas principais do Crioulaço”. Então serve de motivação e agrega muito a modalidade.

 

Redação ABCCC: Quando você começou a criar Cavalo Crioulo? Como foi seu primeiro contato com a raça e como se deu seu envolvimento? E com as provas de laço?

 

Marcelo Corrêa: Meu primeiro Cavalo Crioulo veio em 1994, antes tinha cavalos comuns. Minha família é de Lavras do Sul/RS, onde meu pai passou a vida toda administrando estâncias, trabalhando no campo. Então, veio para Porto Alegre/RS trabalhar em outra área e eu, com 15 anos, comprei meu primeiro exemplar da raça em 1995, mesmo ano que vi a minha primeira final do Freio de Ouro.

 

Em 1996, acompanhei toda final do Freio de Ouro. Inclusive, brinco com o Eduardo Azevedo que vi ele ganhar o ouro com o exemplar Debochado Quartel Mestre e, na segunda-feira após a conquista, eu queria ser como ele. Comprei até pilchas parecidas com as dele, já que naquele momento, ele era meu ídolo do Cavalo. Isso é muito importante pois as crianças criam referências para seguirem dentro de seus sonhos.

 

Com este meu primeiro cavalo, treinei tudo o que pude, dia e noite, todos os dias para alcançar meus objetivos. Da mesma maneira, usava-o para as provas de laço.

 

Nas provas de laço, conheci pessoas na Zona Sul de Porto Alegre as quais organizavam provas de laço. Depois desse aprendizado, fiz parte do Rodeio Nacional da Cidade de Porto Alegre, ali aprendi demais sobre organização de eventos, organização de campeira e sobre o andamento de um rodeio de laço comprido.

 

 

Redação ABCCC: Quais as suas expectativas gerais para a final? O quanto você acredita que as três novas categorias (Laço Senhor, Laço Potro de Ouro e Laço Inclusivo) vão contribuir para a dimensão do evento?

 

Marcelo Corrêa: Acredito que será uma grande final. Conseguimos, com um trabalho de longo prazo, fazer do Crioulaço uma modalidade mais popular do que já era. Hoje, todos querem vir para a final. Na gestão Eduardo Suñé se pensava em um Crioulaço e foi maior, com grande evolução de um ano para o outro.

 

Agora, com o presidente Francisco Fleck, penso que iremos superar ainda mais, porque as classificatórias cresceram muito, basta ver pelo crescimento de dois anos para cá. Hoje, as pessoas pedem cada vez mais modalidades para estarem cada vez mais presentes, como foi o caso do Laço Senhor. O que simboliza muito dessa integração e participação do público que só vem a somar.

 

No caso do Laço Inclusivo, a ideia vem do Éder “Canhão do Vale” Azeredo, que veio conversar comigo sobre pessoas as quais tinham muita vontade de participar e tinha algum impeditivo físico de participar das disputas que já estavam em vigor. Então, fizemos uma reunião com o nosso vice de eventos, Mateus Gularte da Silveira, e na hora já estava fechado: vamos fazer o Laço Inclusivo.

 

Quanto o Potro de Ouro, surgiu quando eu estava treinando, parei para tomar um chimarrão enquanto vi um rapaz com um potro ensinando a laçar. Fiquei olhando o treinamento, tive uma ideia e logo liguei para o Luiz Martins Bastos Neto questionando a opinião dele.

 

Por conta da quantidade de potros comprados em remates e que recebem treinamento em seus estabelecimentos, achei que poderia contribuir muito para mais pessoas terem mais motivos para vir. O Luiz achou muito válido, falou para levar para reunião e lá, foi aprovado unanimemente. Já têm várias pessoas comentando sobre a categoria positivamente, ligando para mim e para a ABCCC buscando entender o funcionamento, acredito que será a cereja do bolo.

 

 

O evento tem patrocínio da Vetnil e apoio de Cabanha do Diamante, Cabanha Itaó, Estância Liberdade, Cabanha do Ouriço, Fazenda Barra do Guassupi, Haras Virgínia e Rancho Naipe da Ressaca.

Redação Arthur Grohs/ABCCC

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