Jorge Lucena

Jorge Lucena

A Gênese do Movimento

A gênese do movimento

11 de maio de 2016

- Jorge Lucena

A gênese do movimento

Os primeiros textos desta coluna têm o objetivo de embasar o leitor, visando o melhor entendimento dos textos futuros. De início será abordada a gênese do deslocamento equino, ou seja, como o corpo transita da inércia ao deslocamento.


Os equinos, quando em estática, encontram-se em posição de equilíbrio, ou seja, estão mantendo o centro de massa corporal dentro da base de sustentação. No caso específico dos quadrúpedes, esta base de apoio deve distribuir o peso corporal, nas quatro patas, sem maior sobrecarga em um ou outro membro.


Em situação de equilíbrio, o corpo do cavalo apresenta uma região onde as massas se anulam, a este ponto denomina-se Centro de Gravidade (C.G). De acordo com Buchner (2000), o posicionamento do centro de gravidade, embora varie de acordo com o tipo, raça e indivíduo, na maioria das vezes situa-se no ponto gradial costal, imediatamente caudal à linha que separa os terços cranial e médio do corpo (Figura I).


Figura I: Posicionamento Centro de Gravidade (C.G)


No entanto, para que haja o deslocamento, os equinos movimentam o conjunto cabeça-pescoço, deslocando o centro de gravidade para frente, gerando o desequilíbrio necessário para o início do andamento. Desta maneira, após o corpo ser desequilibrado, os membros desempenham papel fundamental na busca pelo reequilíbrio corpóreo. Dependendo da genética, da velocidade, do treinamento imposto pelo homem, das proporções corpóreas e da coordenação motora, os equinos irão apresentar uma grande diversidade de movimentos, que serão base das nossas futuras laudas.


Referência: BUCHNER, H.H.F. Body centre of mass movement in the sound horse. Vet. Journal., v.160, n.p. 225-234, 2000.


Prof.DSc. UFRPE/ Jorge Eduardo Cavalcante Lucena