Flavia Geantomasse

Flavia Geantomasse

A Síndrome de Down e a equoterapia

18 de maio de 2016

- Flavia Geantomasse

                                                                A Síndrome de Down e a equoterapia 

A síndrome de Down, é a ocorrência genética mais comum que existe, acontecendo em cerca de um a cada 700 nascimentos, independentemente de raça, país, religião ou condição econômica da família.

Para estas pessoas a equoterapia é uma grande aliada, pois é um método terapêutico que estimula o indivíduo em seus diversos conteúdos.

O FÍSICO: pessoas com síndrome de Down possuem hipotonia muscular e tendências a curvaturas acentuadas na coluna lombar, estar a cavalo estimula diversas musculaturas. O movimento tridimensional, no andamento ao passo, se assemelha ao andar humano, somados aos desajustes que o cavalo faz ao abanar o rabo, mover o pescoço, e toda gama de movimentos que o terapeuta poderá direcionar ao praticante durante a montaria, como tocar o próprio pé, colocar as mãos no pescoço do cavalo, proporcionam ganho de força muscular, equilíbrio, melhora na postura, coordenação motora.

O EMOCIONAL: ao se perceber dominando o cavalo o indivíduo se enche de autoconfiança, autoestima, capacidade de realização, além de fugir do setting terapêutico tradicional onde são acentuados as suas deficiências e incapacidades.  

A COMUNICAÇÃO: o trabalho em equoterapia se pauta em tarefas onde a necessidade de se comunicar é premente, comunicar-se com a equipe de terapeutas, de equitadores e com o seu cavalo, pois de alguma maneira ele terá que se impor e demonstrar habilidade para direcionar o cavalo nas tarefas propostas.

O OCUPACIONAL: dentro do tempo de terapia é estimulado o planejamento e a divisão do que será feito, noções temporais, organização de tarefas, melhora do esquema corporal, responsabilidade com o animal, ou seja ser ativo e responsável em seu processo terapêutico.

O SOCIAL: Com o andamento da terapia, o praticante vai ganhando habilidades em cima do cavalo, isto faz com que ele possa participar de apresentações pré-esportivas e esportivas, o bem estar social para ele e para a família é nítido, para quem gosta e aprende a gostar do “mundo do cavalo”, o praticante encontra um grupo onde se identifica pelas suas babilidades, aptidões e paixões!

Quanto maior a diversidade de terapeutas, de educadores e equitadores um centro possuir na equipe, mais possibilidades de trabalhos o praticante receberá. A Equoterapia é interdisciplinar, ela cuida do praticante em sua totalidade, é justamente por isto que ela é brilhante!

 




 
(Descrição das imagens: Início de um praticante síndrome de Down fazendo hipnoterapia e agora com 12 anos já dominando o cavalo e participando de provas (na forma pré esportiva) de Equitação de Trabalho e  nossa praticante mais velha com síndrome de Down 49 anos).