Romeu S. Osório

Romeu S. Osório

Princípios Éticos de Quem Tem um Cavalo

Princípios Éticos de Quem Tem um Cavalo

Princípios Éticos de Quem Tem um Cavalo

11 de maio de 2016

- Romeu S. Osório

Princípios Éticos de Quem Tem um Cavalo

Aqueles que acreditam em anjos sabem que, muitas vezes, eles não têm asas aparentes. Adquirem a forma humana. Vou mais longe, anjos andam a cavalo também e gostam de cachorros e gatos.
Um desses anjos, ou anjas, é a professora e médica veterinária Cláudia Leschonski, nossa colunista, que, quis o destino, nossos estribos se tocassem há muito anos. Seu árduo trabalho de conscientização sobre a maneira correta e humana de convivência com qualquer tipo de animal, em especial os cavalos, levou-a a traduzir – e tornar público - o texto abaixo sobre a responsabilidade de quem tem um cavalo.


Em 1994, a Federação Eqüestre Alemã, que regulamenta tanto a criação de cavalos quanto todas as modalidades eqüestres naquele país, publicou um livreto contendo os nove princípios éticos do proprietário de cavalos. De lá para cá, este livreto está na sétima edição, totalizando mais de cem mil exemplares.  Naquele país, a ressonância que os “nove mandamentos” têm tido, evidenciou o quanto é necessário o conhecimento de cavaleiros, criadores e proprietários sobre as necessidades do cavalo, incluindo não apenas os manejos alimentar e sanitário, mas também questões relacionadas a treinamento, à utilização dos equinos e ao seu significado cultural. Os Nove Princípios Éticos sugerem que sejam adotados por todas as pessoas para quem a paixão por cavalos tem uma motivação que transcende os próprios interesses econômicos, sociais e, principalmente, “egóicos”.

1.Qualquer pessoa que esteja lidando com cavalos assume a responsabilidade pela criatura viva a si confiada.

2. As condições de vida dos cavalos devem estar adaptadas às necessidades naturais da espécie equina.

3. A saúde física e psicológica do cavalo deve ser sempre a consideração mais importante, independentemente da utilização do animal.

4.  O ser humano deve respeitar a todos os cavalos por igual, sem levar em conta sua raça, idade e sexo ou sua utilização em criação, trabalho, esporte ou lazer.

5. Conhecimentos a respeito de equinocultura, das necessidades dos cavalos e das técnicas corretas de manejo e treinamento são patrimônios culturais que precisam ser reconhecidos, registrados e transmitidos às novas gerações.

6. O envolvimento com cavalos favorece o desenvolvimento do caráter e da personalidade, especialmente para os jovens. Este significado precisa constantemente ser reconhecido e incentivado.

7. A pessoa que pratica um esporte juntamente com um cavalo precisa submeter o treinamento adequado tanto a si mesma quanto ao animal que lhe foi confiado. O objetivo de todo treinamento é a maior harmonia possível entre pessoa e cavalo.

8.  O emprego do cavalo em qualquer modalidade desportiva precisa balizar-se por talentos naturais, capacidade física e disposição individual de cada animal. É incorreto e indesejável todo ato de influenciar artificialmente o desempenho dos cavalos, seja através de fármacos, seja por atuação inadequada das pessoas envolvidas.

9. A responsabilidade da pessoa pelo cavalo a ela confiado se prolonga até o fim da vida deste cavalo. Cada pessoa deve honrar esta responsabilidade no melhor interesse do animal.